Aprenda a transformar ambientes de aprendizagem em sistemas vivos com práticas regenerativas baseadas no Método Sintrópico capazes de acolher a singularidade de cada pessoa e, ao mesmo tempo, fortalecer pertencimento, cooperação e desenvolvimento coletivo.
Educar é participar das condições em que outra pessoa se desenvolve. Esta formação reúne, de forma intencional, os diferentes atores que sustentam o florescimento de crianças, adolescentes e docentes.
Para recuperar sentido, ampliar repertório e transformar princípios em práticas possíveis.
Para redesenhar cultura, estruturas e processos sem trocar rigor por modismos.
Para compreender melhor o desenvolvimento de crianças e adolescentes e participar da transformação dos ambientes que os formam.
Para integrar saúde mental, aprendizagem e ambiente, evitando leituras reducionistas.
Para criar comunidades de aprendizagem mais vivas, inclusivas e corresponsáveis.
Você não precisa ocupar um cargo escolar. Precisa estar comprometido com o desenvolvimento humano e disposto a aplicar o que aprende em um contexto real.
E se os maiores problemas da educação não estivessem nas pessoas, mas no desenho dos sistemas em que elas vivem?
Durante muito tempo, tratamos ansiedade, desengajamento, conflitos, baixo desempenho e exaustão docente como problemas separados ou como falhas individuais de estudantes, famílias e educadores.
Mas quando os mesmos sintomas aparecem repetidamente em tantos lugares, eles também precisam ser lidos como sinais do ambiente: das relações, estruturas, incentivos e crenças que organizam o sistema.
Enquanto o mundo se torna mais complexo, interdependente e mutável, muitos ambientes educacionais continuam fragmentados, rígidos e orientados à padronização. Inovação verdadeira não é tablet em sala, metodologia “ativa” isolada ou gamificação superficial. É redesenhar o sistema a partir da ciência do desenvolvimento humano porque emoção, significado e aprendizagem são inseparáveis. Isso começa por quebrar axiomas invisíveis.
Quando o ambiente não muda, o ciclo de sofrimento se agrava. Os sinais aparecem em diferentes partes do sistema, mas estão profundamente conectados.
Crianças e adolescentes ansiosos, desengajados ou sem espaço para revelar suas potências.
Comportamentos rapidamente rotulados, sem investigação suficiente das necessidades e condições que os produzem.
Educadores exaustos, cobrados por resultados que o próprio desenho institucional dificulta.
Famílias inseguras, tentando escolher entre adaptação ao modelo e proteção do desenvolvimento dos filhos.
Gestores pressionados a inovar por meio de ações isoladas, sem uma arquitetura que sustente a mudança.
Aprendizagem reduzida a desempenho acadêmico, enquanto dimensões sociais, emocionais, motoras e existenciais permanecem à margem.
O custo da inação: não inovar também é uma escolha. Cada semestre mantido sem revisão prolonga sofrimentos evitáveis, desperdiça potenciais e reduz a capacidade coletiva de responder aos desafios do nosso tempo.
Não se trata de corrigir pessoas. Trata-se de criar condições para que pessoas e comunidades floresçam.
Da palavra sintropia do grego syn (junto, em integração) + tropos (direção, movimento). Se a entropia é a tendência dos sistemas ao desgaste e à dispersão, a sintropia é o movimento oposto: gerar integração, coerência, diversidade e vitalidade ao longo do tempo. Assim como uma agrofloresta sintrópica transforma solo degradado em ecossistema abundante, o método transforma ambientes educativos em ecossistemas vivos de aprendizagem, pertencimento e desenvolvimento humano.
Fragmentação, controle excessivo, padronização. O sistema se desgasta, dispersa energia e adoece.
Integração, diversidade, significado compartilhado. O sistema aprende, adapta-se, coopera e floresce.
Ler padrões, relações, estruturas, crenças e efeitos ao longo do tempo.
Compreender desenvolvimento, regulação, saúde mental, singularidade e neurodiversidade.
Cultivar segurança relacional, pertencimento, escuta, reparação e comunidade.
Traduzir visão em arquitetura pedagógica, trilhas, avaliação e práticas sustentáveis.
O método integra essas dimensões porque nenhuma delas, isoladamente, é capaz de produzir uma transformação duradoura.
Ao final da formação, você terá repertório e ferramentas para:
Ler ambientes educacionais como sistemas vivos e reconhecer padrões que perpetuam as mesmas práticas e os mesmos resultados.
Compreender como regulação, emoção, significado e relações participam da aprendizagem.
Criar condições de segurança e pertencimento sem abrir mão de limites capacitantes, responsabilidade e rigor.
Reconhecer singularidades e diferenciar necessidades individuais dos impactos produzidos pelo ambiente.
Desenhar trilhas personalizadas de aprendizagem que preservam a potência do coletivo.
Fazer uso de diferentes formas de avaliação e portfólios para tornar o desenvolvimento visível, acadêmico, social, emocional, motor e existencial.
Construir acordos, assembleias e processos de participação capazes de fortalecer a comunidade.
Aplicar o método a um desafio real e apresentar um projeto coerente, documentado e possível de implementar.
Você não receberá apenas conteúdo sobre uma nova educação. Você viverá uma nova forma de aprender.
Cada participante percorre uma trilha personalizada, conectada ao próprio contexto e às perguntas que deseja investigar. Essa trilha é vivida em ambiente coletivo: diferentes perspectivas se encontram, produzem inteligência compartilhada e ampliam as possibilidades de cada projeto.
Abertura e presença → provocação conceitual → laboratório aplicado → integração coletiva → registro e compromisso de ação.
Terças, 19h00–21h30 (2h30 cada), de 11/ago a 1º/dez de 2026. Online e ao vivo.
Percurso entre agosto e dezembro de 2026, com certificação conforme os critérios indicados.
Em cada encontro você metaboliza o conceito num problema real do seu contexto (mapa, protocolo ou plano).
Integração a um grupo por afinidade temática, com tutoria distribuída, ao longo de toda a formação.
Construção contínua de evidências do seu desenvolvimento e das intervenções desenhadas.
A formação modela a cultura que propõe: escuta ativa, deliberação coletiva e democracia deliberativa.
Quatro movimentos para compreender, experimentar e aplicar. Cada encontro é um microciclo de transformação: abertura e presença (15 min), provocação conceitual (50 min), laboratório aplicado (50 min), integração coletiva (25 min) e registro e compromisso de ação (10 min).
Sem encontro na semana de 13/10 (recesso).
Um mesmo compromisso com o florescimento humano. A formação articula pensamento sistêmico, ciência do desenvolvimento humano, saúde mental, construção de comunidade e arquitetura pedagógica.
Economista e estudiosa em Neurociência da Educação, Master Practitioner em Sistemas Compassivos pelo MIT Systems Awareness Lab e fundadora do Instituto Holo Sapiens e da PEN Educação.
Psiquiatra pela UNIFESP pela Escola Paulista de Medicina, com pesquisa em Filosofia Contemporânea na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Autista e com altas habilidades.
Educadora com ampla experiência em organização curricular, personalização de trilhas e construção de evidências pedagógicas.
Construtora de comunidades e facilitadora de processos coletivos de desenvolvimento cultural, ambiental e institucional.
Fundamentação científica: Immordino-Yang & Damasio, Siegel, Porges, Dahl et al., Capra & Luisi, Meadows, Morin, Senge, Vygotsky e Freire. A teoria é convocada para iluminar problemas concretos, não transmitida como verdade pronta.
Ciência para iluminar a prática não para afastá-la da vida.
O Método Sintrópico integra contribuições da neurociência afetiva e social, neurobiologia interpessoal, teoria dos sistemas vivos, pensamento complexo, psicologia do desenvolvimento, práticas contemplativas e pedagogias orientadas à autonomia e à comunidade.
As referências são convocadas para compreender problemas concretos, sustentar decisões e ampliar a capacidade de intervenção, não como um conjunto de verdades prontas.
Vagas limitadas para preservar a qualidade dos grupos de investigação e das interações.
Inclui os 16 encontros ao vivo, laboratórios, grupo de investigação, portfólio, projeto aplicado, materiais confirmados da turma e certificado de 40 horas.
Pagamentos podem ser feitos por Pix, Cartão de Crédito e boleto bancário.
Cards e protocolos para apoiar observação, diálogo e aplicação entre os encontros.
Referências organizadas por tema, com indicações de leitura e conexão com a prática.
Glossário para alinhar conceitos e favorecer conversas mais precisas em equipes e comunidades.